Consultadoria em Microbiologia e Ambiente

 

Gases
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CONCENTRAÇÃO DE GASES:

Tabaco

Ozono (O3)

Monóxido de Carbono (CO)

Dióxido de Carbono (CO2)

Oxigénio (O2)

Formaldeído

Dióxido de Enxofre (SO3)

Compostos Orgânicos Voláteis (COV)

A análise de concentração de gases é feita com equipamento apropriado, portátil (GASTEC); as medições são efectuadas com tubos detectores que envolvem reacções e quantificações de gases. O método utilizado é o de indicação colorimétrica por leitura directa; as sondas são específicas para cada gás analisado.

Devido á falta de legislação a nível nacional sobre parâmetros de referência no respeitante á Qualidade do Ar Interior, os parâmetros usados como referência são as normas estabelecidas pela ASHRAE 62-1989 (American Society of Heating and Air Conditioning Engineers).

As análises de gases inclui:

Tabaco - composto por partículas sólidas, gotas líquidas, vapores e gases resultantes da combustão do próprio tabaco. O fumo do tabaco é constítuido por gases inorgânicos (monóxido e dióxido de carbono), metais pesados, partículas, compostos orgânicos voláteis e por nicotina. O tabaco provoca doenças de coração (enfarte miocárdio), acelera a arterioescleroses e provoca cancro no pulmão. A referência de concentração máxima estabelecida no interior é de 50µg/m3.

Ozono (O3)- é um importante constituinte da atmosfera superior, onde é produzido por acção das radiações ultravioleta no oxigénio atmosférico. É um oxidante muito forte e por isso mesmo bastante reactivo. O ozono é um gás tóxico e irritante. Pode provocar problemas respiratórios, mesmo em baixas concentrações e em exposições curtas. A referência de concentração máxima estabelecida no interior é de <0.05 ppm exposição contínua.
Oxigénio (O2) - é um gás inodoro e incolor, fundamental para o nosso processo respiratório. Deverá existir numa concentração mínima dentro dos edifícios por forma a assegurar tal processo. A quantidade de concentração deste gás é indicativo da boa ou deficiente ventilação existente no edifício. A referência de concentração estabelecida no interior é de 12% a 15%.
Formaldeído (HCHO)- é um gás inflamável, sem côr, mas com um odor muito forte à temperatura ambiente. É um importante intermediário químico utilizado na produção de diversos materiais de construção e em numerosos artigos domésticos. É também subproduto da combustão e de outros processos naturais. A inalação de Formaldeído poderá causar sensação de ardor e irritação nos olhos, nariz e garganta, e dificuldades respiratórias. Poderá causar ainda fadiga, comichão e reacções alérgicas. A ingestão de formaldeído resulta na corrosão gastrointestinal, inflamação e ulceração da boca, esófago e estomago. A referência de concentração máxima estabelecida no interior é de <0.1 ppm exposição contínua.
Dióxido de enxofre (SO3) - resulta da queima de combustíveis fósseis. na presença de humidade forma-se o ácido súlfurico, que é altamente corrosivo, degradando os edifícios. É um gás irritante da mucosa, dos olhos e das vias respiratórias, sobretudo quando associado a partículas. Provoca crises de asma, enxaquecas e cefaleias. A referência de concentração máxima estabelecida no interior é de <5 ppm 8 horas.
Dióxido de carbono (CO2) - é um gás incolor e inodoro. É libertado em processos de combustão e em processos metabólicos humanos. É um indicativo da boa ou deficiente ventilação existente no edifício. Concentrações de dióxido de carbono estão sempre presentes em todos os edifícios ocupados. Não é poluente, mas pode causar dores de cabeça e cansaço. A referência de concentração máxima estabelecida no interior é de <800 ppm exposição contínua.
Monóxido de carbono (CO) - é um gás inodoro e incolor. É altamente perigoso, pois liga-se de forma irreversível á hemoglobina, não permitindo que haja o transporte de oxigénio no sangue. Resulta da oxidação incompleta durante a combustão, em aquecedores a gás ou a querosene, e sobretudo em transportes rodoviários. Dispositivos de combustão com manutenção naõ própriamente ajustada (por exemplo caldeiras), com erros de dimensionamento, bloqueamento ou com rupturas, também podem ser fintes de poluição interior. Dentro de edifícios é importante ter em atenção as entradas de ar junto a garagens, parques de estancionamento e caldeiras de aquecimento. Em concentrações moderadas poderá causar problemas de visão e redução da função cerebral. Em concentrações elevadas a exposição a este gás pode ser fatal. A referência de concentração máxima estabelecida no interior é de <9 ppm 8 horas.
Compostos orgânicos voláteis (VOC) - Trata-se, na maioria dos casos, de solventes de uso comum – benzeno, tolueno, xileno, tricloroetileno, tetracloroetileno, entre outros – frequentemente manipulados por operários sem qualquer protecção ou livremente lançados na atmosfera, atingindo os residentes das proximidades. Muitos destes compostos exibindo propriedades cancerígenas ou provocando infertilidade, malformações de nascimento, etc.  –  Dá que pensar o número crescente de crianças e jovens que contraem leucemias e outras doenças ainda há poucos anos extremamente raras ...
 

 

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Última modificação: 12/04/07